O termo “Sete Mares” é uma expressão histórica e poética usada para descrever o mundo sobre as águas, mas seu significado exato varia dependendo da época, cultura e contexto. Não existe uma lista única e definitiva para os “Sete Mares”, mas aqui estão algumas interpretações comuns ao longo da história:

1. Na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma)

Na visão dos gregos e romanos antigos, os “Sete Mares” podiam se referir a corpos de água específicos que eles navegavam regularmente:

  • Mar Adriático
  • Mar Mediterrâneo
  • Mar Negro
  • Mar Egeu
  • Mar Vermelho
  • Mar Cáspio
  • Golfo Pérsico

2. Na Idade Média (Árabes e Europeus)

Durante a Idade Média, o conceito dos “Sete Mares” era diferente, especialmente para navegadores árabes. Podia incluir:

  • Mar Mediterrâneo
  • Mar Vermelho
  • Golfo Pérsico
  • Mar da Arábia (parte do Oceano Índico)
  • Mar Cáspio
  • Mar Negro
  • Mar das Índias Orientais (próximo ao sudeste asiático)

3. Na Era das Grandes Navegações (Séculos XV-XVII)

Com a expansão europeia, os “Sete Mares” podiam ser uma referência aos oceanos e grandes mares conhecidos:

  • Oceano Atlântico Norte
  • Oceano Atlântico Sul
  • Oceano Índico
  • Oceano Pacífico Norte
  • Oceano Pacífico Sul
  • Oceano Ártico
  • Oceano Antártico (ou Mar do Sul)

4. No Contexto Moderno

Hoje, o termo “Sete Mares” geralmente é usado de maneira figurada para se referir a todos os oceanos e mares do mundo, sem uma lista fixa.

5. Outras Interpretações Culturais

  • Em poemas e lendas, “Sete Mares” pode ser simbólico, indicando vastidão e o desejo de explorar.
  • Em contextos náuticos medievais, o termo não era uma lista científica, mas uma maneira de descrever os horizontes navegáveis.

Independentemente da interpretação, o termo “Sete Mares” evoca o espírito de aventura e exploração que tem inspirado marinheiros e navegadores ao longo da história.

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