5 Motivos Para Assistir Metropolis
Vale a pena assistir Metropolis? Estamos falando de um anime do tipo sci-fi da MadHouse, uma aventura cyberpunk muito elogiada. E isso já deve ser o suficiente para despertar sua curiosidade, mas fizemos uma lista aqui com 5 motivos para você assistir Metropolis! Confira agora!
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#1 Futuro brilhante e distópico

Assistir Metropolis é um mergulho na cultura. Metropolis é uma adaptação para anime de 2001 do mangá de Osamu Tezuka, lançado originalmente em 1949. A história nos leva a uma cidade fictícia também chamada Metrópolis. Uma cidade tão vasta e próspera que se tornou uma superpotência global independente.
Mas nem tudo são flores em Metrópolis. A automação acelerada tomou conta da maioria dos empregos, deixando grande parte dos cidadãos desempregados e sem perspectivas. Assim, a cidade e sua sociedade são estratificadas no sentido mais literal possível. Os ricos habitam uma cidade moderna e reluzente, repleta de luxo, enquanto os pobres se viram em um gueto improvisado sob a própria Metrópolis.
O filme aborda muitos temas típicos de cenários distópicos, mas o que o diferencia é a apresentação. Metrópolis é muito colorida, mas a vivacidade dessas cores é usada para traçar conexões e contrastes entre as duas metades da sociedade. A Metrópolis da superfície também tem todas as cores, mas as atenua com tons de cinza e iluminação intensa. É também incrivelmente limpa e nova, como se cada centímetro da cidade tivesse sido repintado há poucos instantes.
Em contraste, os níveis inferiores não economizam nas cores. Tudo é vibrante e contrastante, com uma iluminação quente vinda de cima. No entanto, o ambiente é muito mais desgastado. A tinta está descascada e os espaços mais sujos, embora ainda belos. Isso enfatiza que as duas metades compartilham a mesma essência, mas expressam-na de maneiras muito diferentes. É um prazer, finalmente, ver uma cidade distópica tão colorida e vibrante. Sem que a direção de arte prejudique os temas abordados.
#2 Aventura Cyberpunk

A trama gira em torno de um detetive japonês e seu sobrinho Kenichi. Eles chegam a Metrópolis em busca de um cientista louco procurado por crimes contra a humanidade. Suas pistas os levam a uma fábrica nos níveis inferiores da cidade… bem a tempo de vê-la pegar fogo.
Kenichi corre para dentro, onde encontra e tenta salvar uma garota misteriosa chamada Tima. Ela é uma pessoa artificial, desenvolvida por razões desconhecidas. Kenichi logo percebe que várias pessoas querem Tima para si. Assim, Kenichi e Tima partem para desvendar o mistério de seu propósito. Uma jornada que os leva pelos vários níveis de Metrópolis, com todos os tipos de bandidos sempre em seu encalço.
É uma história de aventura fantástica. Kenichi e Tima veem muitos lados diferentes de Metrópolis enquanto fogem de seus perseguidores e conhecem personagens interessantes que vivem lá. Há momentos de comédia e de conexão entre os dois, mas também muitos momentos emocionantes ao longo da história. Tudo culmina em um final emocionante onde toda a construção da trama é recompensada.
#3 Design de personagens único

Os designs de Osamu Tezuka têm um charme atemporal que é instantaneamente reconhecível. Os personagens têm uma aparência inspirada em desenhos animados. Traços grandes e exagerados, formas arredondadas e, frequentemente, olhos pequenos e expressivos. Parecem mais adequados a uma história em quadrinhos de Tintim do que a um anime de 2001.
Isso não é uma crítica, no entanto. Adoro o design dos personagens e fico feliz que tenham se esforçado tanto para adaptar fielmente o estilo de Tezuka à animação. Foi um sopro de ar fresco em uma indústria que, mesmo em 2001, já era propensa a deixar que tendências ditassem a aparência dos animes.
#4 Comentário sobre a agitação social

Ambientado em uma cidade distópica, Metropolis, naturalmente, aborda diversos temas políticos e sociais. Desigualdade de renda, relações raciais e populismo são temas fundamentais que afetam todos os aspectos da história. É deprimente que tais questões sejam tão relevantes hoje quanto eram em 2001 e até mesmo em 1949.
Grande parte do drama desta história gira em torno dos robôs. A própria existência deles na cidade tornou o mercado de trabalho inacessível para a vasta maioria dos cidadãos. As pessoas agora estão condenadas à pobreza sem culpa alguma. Mas, embora haja certo ressentimento em relação ao governo por isso, a maior parte da raiva da população é direcionada às máquinas. Os robôs são culpados por roubar empregos, o que lhes rende críticas constantes, discriminação e violência direta. Mesmo que tenha sido a classe alta da cidade que decidiu substituir esses empregos em primeiro lugar.
Não é difícil perceber que os robôs são uma analogia para diversas pessoas do mundo real. Metrópolis é muito explícita ao abordar esses temas e traçar paralelos com a política do mundo real. Os Marduks, caçadores de robôs, são um grupo paramilitar semelhante aos camisas pardas, por exemplo. A história também aborda diretamente muitas das estratégias usadas por aqueles no poder para desviar a raiva da sociedade.
Os robôs são constantemente demonizados e desumanizados, de modo que poucos na cidade têm motivos para simpatizar com eles. Mesmo que seja claramente mostrado que eles possuem emoções e personalidades desenvolvidas. O governo permite que incidentes envolvendo robôs aconteçam ou até mesmo os orquestra. Tudo para que a percepção de que os robôs são uma ameaça seja constantemente reafirmada na mente das pessoas. Mesmo quando os perpetradores não representam todos os robôs ou os incidentes são completamente falsos. É tudo teatro para manter os pobres lutando contra os desafortunados, para que os ricos possam prosperar em paz.
#5 Composição de cena deslumbrante

Ao assistir Metropolis, vai perceber que é um anime belíssimo. O design dos personagens e as cores vibrantes que já mencionamos certamente contribuem para isso, mas o filme também se destaca pela excelente direção. Em particular, ele gosta de se demorar nesses momentos belos e perfeitamente enquadrados. Exatamente o tipo de cena que ficará na sua memória quando você se lembrar do filme, mesmo anos depois.
Tima é uma presença constante nesses filmes. Seu design é maravilhoso e eles adoram colocá-la contra luzes fortes para realçar sua aparência quase angelical. Tima está longe de ser o único trunfo do filme, no entanto. Há muitas outras cenas memoráveis para admirar, onde a criatividade e a direção estão em plena evidência. O discurso de abertura, Metrópolis na neve, o caos durante as cenas de ação mais intensas, só para citar alguns exemplos.
E o qu você achou? Vale a penas assistir Metropolis por esse motivos apresentados?
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